O GAÚCHO

Elemento de conjunto

Classe de recurso
Periodical
Título
O GAÚCHO
Descrição
Surgiu a 11 de março de 1899. Órgão do Partido Republicano, tinha como redator político Gervasio Lucas Annes e gerente Claro Pereira Gomes. Funcionava na Rua do Comércio, no edifício do Clube Amor à Instrução. Formato: 37 x 53. 4 páginas. Impresso no prelo de O Echo da Verdade. As condições de assinatura eram as seguintes: Ano 10$000; semestre 6$000. Fora da cidade: ano 12$000; semestre 7$000. Número avulso 300 réis; atrasado 400 réis. A numeração retornava ao nº 1 a cada início de ano. Foi suspenso em princípios de 1901. Reapareceu em 1905, sendo extinto em 1920.
No início do mês de abril de 1911 passou a exercer a gerência Jacintho Pereira Gomes (Nº 13, de 06-04-11). Em junho assumiu a direção o advogado José Dario de Vasconcellos, ex-juiz da comarca. (Nº 24, de 22-06-11.) Em agosto do mesmo ano o diretor-proprietário era Francisco Antonino Xavier e Oliveira (Nº 31, de 17-08-11). Antonino Xavier, utilizando-se do pseudônimo de Japy, colaborou com O Gaúcho desde o primeiro número, quando estreou a coluna “Amolando...” (Nº 32, de 24-08-11).
Em 1912, Nicolau Araújo Vergueiro e Jovino da Silva Freitas figuraram, com realce, entre os artífices do jornal. Em novembro de 1913 a direção d´O Gaúcho já estava a cargo de Brasílico Gabriel de Oliveira Lima e a gerência de Claro Pereira Gomes (Nº 46, de 23-11-13). Em 1914 o cel. Gervasio Lucas Annes aparece como chefe da redação. Devido ao “crescente acolhimento”, aumentou para cinco o número de páginas (Nº 09, de 22-03-14). Semanário, depois de circular algum tempo às quintas-feiras (1911) e aos sábados (1912), voltou a circular aos domingos. Brasílico Lima afastou-se da direção do jornal, sendo substituído por Renato Sá Britto, nomeado pela comissão executiva.
Assim que ocorreu a cisão na Executiva do Partido, em 1917, O Gaúcho alterou o subtítulo para “Órgão Republicano”, acrescentando a data da fundação: 11 de março de 1899. Com a cisão entre Nicolau Araújo Vergueiro e Pedro Lopes de Oliveira, o jornal permaneceu nas mãos dos “lolicistas”. Pela facção contrária foi criado outro jornal, chamado O Regimen. João Baptista Cúrio de Carvalho liderou na imprensa, por meio do jornal A Voz da Serra, a campanha do dr. Vergueiro à Intendência. O Gaúcho, novamente dirigido pelo major Brasílico Lima, defendia a reeleição do cel. Pedro Lopes de Oliveira. A disputa política monopolizou o noticiário até 1920, ano das eleições. Em outubro de 1920, O Gaúcho já havia encerrado suas atividades (A Voz da Serra Nº 230, de 16-10-20).

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